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Animal Man #1 – Escritor: Jeff Lemire / Desenhista: Travel Foreman
Resumo: A estória começa com uma entrevista com Buddy Baker (Animal Man/Homem-Animal) para uma revista chamada “The Believer”. O ator/ativista/super-herói/pai-de-família é mostrado de forma bastante humana e crível que homenageia a fase de Grant Morrison no personagem. Basta lembrar que Jeff Lemire, o escritor é grande fã do trabalho do britânico (Morrison). Após o filho de Buddy avisá-lo sobre um homem com uma arma ameaçando pacientes de uma ala em um hospital local, Buddy Baker volta à ativa e vai socorrer os inocentes. Após uma tentativa de diálogo com o homem armado, que estava fora de si pela perda de sua filha, ele atira no Homem Animal e este reage acessando as habilidades de “couro casca-grossa” de um rinoceronte com a velocidade de uma cheetah, os reflexos de uma mosca e os latidos de um cachorro. Parece bizarro mas é mostrado de uma forma lógica que fica bastante interessante. Após o embate, Buddy está com os olhos sangrando. Ao ser examinado nada é detectado, o que se transforma no primeiro mistério da série. Ao voltar para casa e deitar-se, Buddy tem um sonho bastante pertubador que só lendo para entender. Bastante surreal. Ao acordar ele vai ao jardim onde sua mulher Ellen e seu filho Cliff estão bastante chocados com a caçula da família, Maxine: ela aparentemente invocou animais mortos para lhe fazer companhia! Sinistro!
Opinião: Jeff Lemire começa a estória em um clima ameno e vai preparando terreno para o clímax que é a descoberta dos poderes da filha mais nova do Homem Animal, Maxine. É impressionante ver como o enredo evolui de um clima família, passa pelo clichê super-herói salvando o dia, chega no “crescendo” no pesadelo de Buddy Baker e ao clímax na última página com Maxine e seus zumbis de estimação! Simplesmente genial. Claro que uma grande estória acaba sendo ofuscada por uma arte ruim. Esse não é o caso de Animal Man #1. Travel Foreman tem um traço simples em cenas amenas mas bastante expressivo. Nas cenas mais fortes, ele aumenta o grau de detalhismo sem perder objetividade. Não conhecia esse artista mas já está no meu hall de artistas favoritos. A colorização também é muito boa.
O mais legal: A última página em que Maxine brinca com os animais zumbis e fala para seu pai “I-I’m sorry, daddy. I just wanted a pet of my own.” (Em livre tradução, “M-me desculpe, papai. Eu só queria um bichinho pra mim.)








