Essa é a primeira review que eu faço para o blog, justamente na primeira revista lançada na nova serie 52 da DC Comics. Então aproveite.
The New 52. É com esse slogan, que a DC Comics pretende levantar as suas vendas reintroduzindo e apresentando novos personagens aos velhos fãs dos quadrinhos, assim também tentando galgar novos consumidores de quadrinhos, seja nas lojas ou através da internet. Resumindo, a DC quer fazer o que o Wii conseguiu fazer com o mercado de games, levando as pessoas que não gostavam de video game a comprar e virarem gamers casuais. Pretensioso ou não, a DC investiu pesado e agora espera o resultado.
Ontem, 31 de Agosto, foi o lançamento da primeira revista da nova era. The New 52: Justice League #1.
Para quem investiu milhões em publicidade tentando criar um novo conceito e dar aquele ar de novo ao mundo dos quadrinhos, a capa ficou a desejar. Apesar da arte fantastica de Jim Lee e das cores vibrantes de Alex Sinclair, a capa é tão cliché quanto quanto o Super-Homem com a mão na cintura.
Para quem aguardava a arte de Jim Lee, não vai se decepcionar. O seu design parece se aprimorar a cada ano que passa. A quantidade de detalhes nos seus desenhos dão um sabor especial, além de levantar algumas questões sobre os novos design de cada personagem. Não só Lee está dando o seu melhor, Scott Willians e Alex Sinclair fazem uma verdadeira dupla dinâmica. Sinclair optou por uma paleta de cores vibrantes e explosivas, que no início da revista até chega a descaracterizar um pouco o ar noir de Gotham City. Mas podemos até relevar isso, quando nos lembramos que essa não é Batman #1. Para os fãs do Lanterna Verde, Jim Lee não só deu detalhes as criações mas também explorou bem os detalhes em cada manifestação dos poderes do anel. Fora uma entrada triumfal em sua primeira aparição, totalmente “Like a BOSS!”.
Geoff Johns parece ter grandes planos, mas não tem pressa a mostrar-lhes ao leitor. Assim como a arte, a história está repleta de pequenos detalhes que se referem as qualidades e defeitos dos hérois. Temos uma apariçao rápida da esquadrão tática da Polícia de Gotham, no melhor estilo Bope, com a história focada em Batman e no Lanterna. Em paralelo, Vic Stone, antes de se tornar Ciborque, também ilustra essa nova tomada em trazer um contexto mais próximo aos jovens americanos. Eu imagino que a escolha do Ciborque com esse foque tenha sido uma estratégia interessante por dois motivos. A DC precisava se tornar mais atraente aos leitores negros e latinos, e que infelizmente a gente sabe que rola esse tipo de coisa lá nos Estados Unidos. Até agora a DC não optou por mudar nem um personagem, que nem a MARVEL fez com o Homem-Aranha, meio-negro meio-latino. Como disseram, você não sabe se era um negro que foi mordido por um latino radioativo ou vice-versa. Então com o Ciborque a DC não se abstem a tentar conquistar uma fatia maior nos grupos de leitores. E o segundo motivo por terem escolhido o Ciborque é por que ele é totally AWSOME.
Infelizmente, a DC preferiu optar por exemplares menores e mais baratos, em torno dos US$ 3,00. A revista é curta demais, em torno de 20 páginas de história, assim Johns preferiu não aprofundar tanto o plot nessa primeira edição. Mas aquele gostinho de Tang, quero mais, fica-se desejar. Eu imagino a seguinte situação. Quem nunca comprou uma revista de quadrinhos antes, não vai ficar tentanda a comprar JL#1 só de olhar na banca. Mesmo se conseguirem fazer novos leitores comprarem essa primeira edição só na base do frisson que fizeram no lançamento, a DC pode ter gasto no marketing o quanto quiser, VAI precisa elever o seu jogo sim, se quiser manter os velhos e os novos fãs comprando as revistas.
Para os antigos irmãos fãs de quadrinhos, seja você DC-Boy ou Marvel-Girl (huh-huh), recomendo que você compre todas as cinquenta e duas primeiras edições e seja feliz. Depois decida por si só se vale a pena continuar a acompanhar esta nova saga que se inicia.
Sem mais, Iago Freitas.


Olá, por favor onde eu posso comprar essa revista??